24/10/2010

Os homens preferem as loiras

 Lorelei (Marilyn Monroe) e Dorothy (Jane Russell) são duas belas dançarinas que embarcam em um cruzeiro rumo à Paris, bancado pelo noivo de Lorelei. Porém, seu sogro contrata um detetive particular para tentar confirmar sua desconfiança de infidelidade da moça, criando muitas e muitas confusões.
Filmado em 1953 por Howard Hawks tem a ainda novata Marilyn Moroe, comédia deliciosa com números musicais inesquecíveis.
Um filme deslumbrantemente cínico e irônico. A loira burra com uma inteligencia fora do comum em busca de seu marido rico, a morena inteligente que só que um amor de verdade.
Um clássico da época de ouro do cinema, Marilyn Monroe no inicio de carreira, cada cena que aparece montra todo o seu poder de musa, poderosamente linda e sexy. 
Howard Hawks acerta mais uma vez aqui seja na escolha do gênero seja na escolha do magnifico elenco.
 
"Diamonds are girl's best friend"

Batman contra o Capuz Vermelho

Batman enfrenta o maior de todos os seus desafios quando o misterioso Capuz Vermelho toma Gothan City de assalto. Parte vilgilante, parte criminoso, o Capuz Vermelho inicialmente limpa as ruas da cidade com a mesma eficiência do Batman, mas sem seguir o mesmo código de ética do Cavaleiro das Trevas. Para ele, matar é sempre uma opção.
E quando o Coringa fica dividido entre os dois, a dura verdade  vem à tona e velhas feridas são reabertas. Esse incrível longa de animação baseado no universo original da DC Comics, é  cheio de reviravoltas e de ação interminável. uma grata surpresa que nenhum fã vai querer perder!


Fantástica animação de um dos meus maiores heróis, é como assistir um gibi animado muito bem escrito, uma história incrivelmente elaborada. É como vem o Batman na sua mais pura essência, lutando contra seu maior inimigo.
O Capuz Vermelho é um daqueles bandidos que parece sempre se dar bem contra o Batman, qual será o seu segredo?
O inesperado encontro de Batman com Asa Noturna me jogou na naquele incrível mundo dos quadrinnhos da minha adolecência em que se esperava o fim da história na proxíma edição...
A história foi tão bem adptada que que os amantes de quadrinhos vão se sentir dento daquele universo sombrio do Batman, com todas suas angustias e até mesmo suas neuroses.
Com participações especiais de: Asa Noturna, Caveira Negra, Ra's Al Ghul, Robin e é claro o Coringa. 

Se atreva a olhar por baixo do capuz!!

12/10/2010

El Dorado

O lendário produtor e diretor Howard Hawks une-se a dois igualmente lendários astros, John Wayne e Robert Mitchum, neste dramático clássico do Western. Mitchum interpreta com perfeição um xerife alcoólotra, que combate incansavelmente o lado negro do Oeste bravio, representado pelos cruéis barões do gado e por "negociantes" malfeitores. Wayne tem a mesma admirável performance, como o velho amigo do xerife, que se dá bem em qualquer tiroteio.

El Dorado é uma refilmagem de Onde Começa o Inferno (Rio Bravo) de 1959, é considerada uma das maiores refilmagens do cinema, com Robert Mitchum em grande forma como coadjuvante.
Como uma refilmagem consegue ser tão parecida e igualmente diferente? Continua sendo como Onde Começa o Inferno, um filme de espera não de ação e tiroteios, de honra entre amigos (um clube do bolinha onde menina não entra).
Mitchum como o alcoólotra esta perfeito, não é uma copia de Dean Martin, o motivo da bebedeira é o mesmo, mas a interpretação é tão sofrida e dolorida que os tornam dois personagens distintos.
John Wayne é sempre John Wayne, não importa se ele é um pistoleirto profissional, o mais importante é a
amizade.  Os dois amigos já não são mais jovens e monstram quando andam de muletas no final do filme, será que isso já não era um anuncio de final dos filmes de Western ?

Efim, somente um gênio como Howard Hawks poderia se refilmar e ainda continuar grande....

03/10/2010

Nosso Lar



Neste momento em que os filmes Espirítas pipocam nos cinemas brasileiros Nosso Lar parece que caiu no gosto de todos,afinal foi o filme brasileiro mais visto este ano (ainda esta em exibição) batendo mesmo o de Chico Xavier (em termos de bilheteria).

Eu sou espirita e li o livro, portanto achei o filme realmente sem proposito, quem é espirita vai entender, quem não é talvez aprecie.
O livro é complexo já que foi ditado por um médico que era André Luiz, a linguagem não é facíl como tantos romances espiritas que existem.
Como isso o filme se torna fraco, com excesso de efeitos digitais,(cinema brasileiro tem muito para aprender neste requesito), meloso demais até mesmo piegas, parece uma novela mexicana.
Os atores parecem que estão lendo trechos de livro de alto ajuda, o texto é cansativo, o assunto é muito complexo deveria ser melhor tratado, com o respeito que merece.
O Brasil é um país multi religioso onde todas a religiões  (espero eu ) são respeitadas, mas Nosso Lar
não passou de mais um filme "bonitinho" para ser assitido em um domingo a tarde.Ou seja totalmente disnecessário...

26/09/2010

O imaginário mundo do Dr.Parnassus


O dr. Parnassus do título (vivido por Christopher Plummer) é um homem com mais de três mil anos. Ele lidera um grupo de teatro mambembe que tenta sobreviver numa época quando as pessoas não se interessam mais por histórias. Em meio a uma úmida e atual Londres, a trupe – completada por Valentina (Lily Cole), filha de Parnassus; Percy (Verne Troyer) e Anton (Andrew Garfield) - encena o mundo imaginativo de Parnassus, que realmente existe através do espelho aparentemente cenográfico instalado no centro de seu palco. Sua moldura, no entanto, é passagem para a imaginação não do protagonista, mas do próprio cidadão que ousa ultrapassar a fronteira entre a realidade e a mente, tão cheia de ilusão truques e armadilhas. Mas o grande desafio de Parnassus é ganhar uma aposta feita há muito, muito tempo com Nick (o cantor Tom Waits), também conhecido como o Diabo.


Vale lembrar a boa solução pensada pelo roteiro, escrito por Gilliam e Charles McKeown, depois da morte de Ledger, que não havia concluído sua participação como o personagem Tony, que se junta à trupe de Parnassus. Sem o ator, os atores Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell substituem Ledger de uma forma plausível, condizente com a história do filme.


Muitos devem ser atraídos a O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus pelo fato de ter Heath Ledger no elenco, mas este não deve ser o único motivo para assistir o filme, pelo contrário. Não é um filme fácil. Esteticamente desafiador, tem um roteiro complexo, permeado principalmente pelo surreal, que não agrada a todos os públicos, mas principalmente aos que apreciam as loucuras características do cinema de Gilliam. De qualquer forma, jamais deve ser restrito somente ao rótulo de “o último filme de Heath Ledger”; é uma obra resultante do interessantíssimo mundo imaginário de Terry Gilliam.

No caso deste filme, nada mais pertinente do que deixar a imaginação fluir...

A festa de Babette


Na desolada costa da Dinamarca vivem Martina e Philippa, as belas filhas de um devoto pastor protestante que prega a salvação através da renúncia. As irmãs sacrificam suas paixões da juventude em nome da fé e das obrigações, e mesmo muitos anos depois da morte do pai, elas mantêm vivos seus ensinamentos entre os habitantes da cidade. Babette refugia-se da guerra que assombra a França, na casa das recatadas solteironas Martina e Philippa filhas do então falecido pastor e mentor do lugarejo


A festa de Babette é o desabrochar da alma, na descoberta do prazer sem culpa. Sua festa, é claro, escandaliza os mais velhos do lugar. Quem é esta surpreendentemente talentosa Babette, que tem apavorado os moradores desta devota cidade com a perspectiva deles perderem suas almas por deleitarem-se com prazeres terrenos?

Babette mostra que a graça esta nas pequenas coisas, que a graça não é monopólio de um culto, uma religião ou somente um grupo de pessoas destinadas a viver com graça.


A graça acontece em uma mesa de jantar entre pessoas que só querem ser pessoas e não autômatos programados para negar o dom da vida...



O filme tem uma das mais memoráveis refeições jamais filmadas, sendo a comida uma metáfora para os prazeres da vida e motivo de interrogação sobre os meandros da existência. Elegantemente filmado e iluminado, A Festa de Babette exalta a gastronomia e coloca em perspectiva os caminhos percorridos na existência humana.

Venceu o Óscar e o BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro.








12/09/2010

A single man

O filme, de roteiro baseado em um livro de Christopher Isherwood, conta a história de um professor (Colin Firth) na Califórnia de 1962 que perde seu companheiro (Matthew Goode) em um acidente. Seu luto e seu desejo de morrer são contados em um dia de sua vida, onde milhares de coisas acontecem, enquanto ele se prepara para a morte. O filme também conta com a sempre linda e competente Julianne Moore, além de uma fotográfia incrível!!



É o primeiro filme do estilista Tom Ford e não faz feio, com excelente roteiro e figurino impecável. Muito sutil sua utilização das cores monstrando a vida com cores fortes e quentes em contraste com a falta de vida cinza e pálida. Tom Ford monstra neste filme seu amor pela arte quando usa na parede do estacionamento a imagem do filme Psicose.
Atuação primorosa e contida de Colin Firth ganhador do Leão de Ouro no Festival de Veneza, merecia ganhar o Oscar, mas premia-lo com o Oscar talvez seja absolutamente irrelevante por ser um prêmio da indústria cinematográfica americana, que obviamente privilegia -sempre- atores americanos. O fundamental é que a sua atuação é consagradora e inesquecível para os que amam o cinema e seus atores.


Aos que apreciam um belo filme e ótimos atores, é imperdível mesmo! Este DVD é pra se ter na prateleira!!!

O unico problema do filme é a horrível tradução do nome em português o qual eu me recuso a prominunciar....